quarta-feira, 19 de julho de 2017

Corações (Emanações)

Embebo-te
De palavras iridescentes
Bebo-te

Corações florescentes
Descobrindo o atino do destino
Embriagados de tão enlaçados
Emanações candentes

Fogos-de-artifício
Duas silhuetas, um suplício
Retrair e Expandir, dança circular, a nossa sina
Sensualmente supina

Bebo-te
Com palavras comburentes
Embebo-te



Declaração de Torpor ao Amor

Amor
Meu doce Torpor
Dá-me Lume
Para que te Fume


(Te Amo-Te)
(Misteriosa)
(Talentosa)



Emissões de Energia

Sons solares
Crepitantes
Calmantes

Está tudo por um fio
Vida e Morte são um, e um só, rio

E quanta beleza há nisso
De ir sendo a Correnteza



Noites Solares

Lençóis insones, engelhados
Desprevenidos, Apanhados
Por mais uma vaga de noite solar
Consumidos

Mar de labaredas
Sonhos Lúcidos são veredas

Planetas desinibidos
Entoam sons desferidos
Ruido branco melódico
Espiritualmente espasmódico

Basta de racionalizar
Agora é acreditar, sem suporte
Deixar entregue à Sorte



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Epifânia Felina (Ou… “Gatisses”)

E pronto, precisamente no Ponto,
Eis o Pulo do Gato

Vamos seguir brincando ao jogo do tacto…

Se vamos?

Já estamos.



Telefonema para o Poema

Prepara-te
A qualquer instante
Vais receber um Telefonema
Para se te dedicar um Poema
Arrebatante
Prepara-te…



Poema da Simplicidade (E Detalhes)

Precursoras
Palavras sedosas
Árvores promissoras
Bondosas
Muito por onde inspirar
Tanto por onde dadivar

O mantra do teu cabelo
Arrepia-me todo e cada pêlo

Filamentos de contentamento
Momentos de entendimento

A virtude macia de tua pele
Em toda a sua plenitude

Abandonada a Filosofia
Em detrimento de pura Alegria

Colada a mim
Como eu a ti, sim
Atas as pernas suadas
Excitadas
E desatas senciente
E vem o teu arroubo sorridente

Como perpetuar?
Não questionar. Absorver.
Só Estar, permeável…
Desfrutar do inesgotável prazer de Presenciar


(Te Amo-te, Meu Bem)
(Ainda bem…)



terça-feira, 13 de junho de 2017

Argonautas do Fogo

Frondosamente empáticos, nas sensações e inebriações
Copiosamente acrobáticos, nas posições e justaposições

Argonautas do Fogo, entrosados
Naves e espíritos entrecruzados
A vida por um fio
A morte fluida como um rio
Dos húmidos olhares,
Colírios frementes…
Dos túmidos roçagares,
Delírios potentes…

Já percebeste do que estou narrando?
Ou ainda estás titubeando?


Vem
Como quem não tem
Nada a perder
Como quem se compromete a morrer
Sem ter tido medo de viver



domingo, 4 de junho de 2017

Repleto / Céu / Completo

O Céu está repleto
Completo

Sejamos frio, sejamos calor
Curiosamente, o gelo também arde
Anda que, misteriosamente, se faz tarde
Sente o arrepio do Amor

Precioso
Este é Beijo minucioso

Repleto
O Céu está completo


(Te Amo-Te)
(Descodificadora)
(Tu que tanto tens de Amotinadora como de Apaziguadora)



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Uma estória para contar…

Havendo ar para respirar
Sempre haverá uma estória para contar
Queres tentar?


(Sorri, contigo)
(Comigo)
(Connosco)



quarta-feira, 31 de maio de 2017

domingo, 28 de maio de 2017

Charada Momentânea (Solução)

Sonhos Albinos
Instintos Lupinos
Apetites Supinos

Exclamativa? Interrogativa? Afirmativa?

Nenhuma delas, pois a haver uma seria a Imperativa

Haverá?


Post Scriptum: A solução será simples: o que há, há



terça-feira, 23 de maio de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mutações

Suprimidas as alergias às Feitiçarias
Olhos embicados
Corações entrecruzados
Tornaram-se as Almas embebidas

Poder provar do que nunca acaba
Saber delibar em cada nova vaga

Sim, em breve deixarei o que nunca gostei
Sim, em breve largarás o que nunca serás



Aviso à Navegação

Contas feitas
Soluções perfeitas
Ainda alguém acredita que nada há a fazer quando, claramente, se vê que tudo está a acontecer?
Sinceramente…



sexta-feira, 5 de maio de 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dádiva Edenal

Queria a calma de um planalto
E Ela deu-lhe sonhos azul-cobalto…



Memorando (Em dia de Vento Solar)

A tensão, não confundir com acção, é a antítese da fruição.

A noite colapsou, o dia claudicou, o céu crepuscular triunfou

Os passos Dela, da Transição, também já entraram, ainda bem, venha daí a Evolução.



Uma Chama que Clama (Sem Explicação)

Tempos perdidos desde a aurora do nascimento
A natureza multidimensional e infinita de cada momento
Nunca nada fica por dizer, neste portento
Pois sempre tudo está a ser dito, deste o advento

A razão?
É uma chama que clama
Animada quando amada
Porém, não há explicação


(...)

sábado, 15 de abril de 2017

Título? Vem dá-lo Tu…

Uma canção
Tangida de Sensação
Hiante este confessar
Do que me faz Amar

Quando é que vais parar de Ler,
Dando o passo para nos vires conhecer?


(Te Amo-Te)



sábado, 8 de abril de 2017

quinta-feira, 30 de março de 2017

Doce Divagação

Tão doce
Como se nada fosse
Teu vestido encarnado
Teu jeito nacarado

Pelo que indago
Teus sonhos, de que cores serão?
Ao que me dizes, só, que “são”
E, assim, em ti divago…


(Encarnado)

Dilema em Poema (Poema em Dilema)

É um Poema que mexe
E remexe
Comigo
E contigo
Que Dilema…


(Te Amo-te, Inspiração)
(Coração…)


(???)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Repto

Há um abismo: chama-se "vulnerabilidade"
Quem se atreve? Quem se entrega?


Post Scriptum: Depois da refega, fica o encontro marcada para a Praceta da Alacridade



domingo, 26 de março de 2017

Nada de especial (Porque tudo é fenomenal)

Tempestade mansa
Bulido mensageiro
Algo ulterior à esperança
Nem eterno, nem passageiro
Sem polaridade
Sem identidade
Simplesmente…
Consciente


Post Scriptum: Sempre algo está a acontecer



segunda-feira, 13 de março de 2017

Boleia?

Presta atenção:

Pestanas voláteis
Olhos sorridos
Desejos pulsáteis
Afectos aparecidos

E então?



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Poema do Acrescento ao Poema da Reconciliação

Apócrifos Amores
Inundados de humores
Por ventura Adocicados… quiçá salgados… mas jamais apaziguados
Uma fremente aventura… mesmo delirante, que dura
Incessante




Poema da Reconciliação

Rio da minha perdição
Contigo rio… até à exaustão

Ignoremos a morte sonhada
Vamos zerar e recomeçar a nossa Caminhada

Contigo rio… até à superação
Rio da minha combustão


(Te Amo-Te… óH, Coisa…)




O Poema da Potência

Terá a água sabor?
As lágrimas sentem ardor?

Dedos famintos diante de seios carentes
Lábios absintos beijando meios ardentes

Encantado por um colírio que causa o delírio, fulminado
Por tua voz, entrecortada, quando se te desaba de rios a foz, aluviada
Do prazer em comprazer

Sim, tuas lágrimas têm sabor
São água de ardor


(Este poema é para ti, por ti... sim… tu que, sem entender, não consegues parar de ler…)




Desvendadas Verdades Vendadas

Desatinos complicados
Bonitos de serem desatados
A luz que guarda uma vista
É proporcional à sombra imprevista

(Entendido?)



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Memorabilia Dourada (Dos Grifos Amantes)

Foi notável quando se juntaram, uma noite, depois de se ensoparem de alguma dose de tónico vínico, e então se lembraram de compor poemas. Cada um lançava um verso, e por cada verso lançado, uma peça de roupa despachada. Foi só quando a nudez tomou conta da ocorrência que se demitiram da caneta, para dar aso à função poética, recorrendo a outos expedientes, digamos que, mais interpenetrantes…

Para a posteridade lírica ficou um poema versando Grifos Amantes, do qual se revelarão apenas alguns versos escolhidos, devido a expressa solicitação de sigilo da parte dos intervenientes.

Ainda assim, ficou em aberto a possibilidade de num dia vindouro, banhado a ouro, se divulgar toda a estória acontecida.


(Começo de Entrecho)

Dos abraços que nos fazem em estilhaços
Fragmentados e espalhados
Somos Grifos em Amores Caóticos

Das rupturas e proveitosas desventuras
Melopeias autênticas epopeias
Somos Grifos em Amores Despóticos

Das voluptuosas silhuetas libidinosas
Amalgamadas almas amadas
Somos Grifos em amores Apoteóticos

(Final de Entrecho)



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Bom dia! (Deixando a Luz entrar…)

Manhã. Levanta-se o Demiurgo, indolente, tal como tu e eu. Deixa a Demiurga na cama, preguiçosa, afinal de contas a soirée prolongou-se acrobática até altas horas… Vai à casa-de-banho ver-se livre das naturais acumulações da noite. Na mente ainda leva fragmentos de um ou outro sonho a que assistiu. Lava o rosto, espevita.

Abre as cortinas da cozinha, recebendo o sol crescente. Primeiro bebe água, alcalina. Deixa-se assim estar, durante o tempo que lhe parece bem durar, que o Elixir Vital faça o seu efeito, que faça mover os arroios, rios e mares de que é talhado. Depois dá início à primordial refeição circadiana, coisa leve, porém generosa. Mastiga, concentrado na fusão desses sabores com a imagem dos pardais, pulando de ramo em ramo, na árvore que lhe espreita dadivosa à janela.

Sente uma mão no ombro, procura-a com a sua. Ainda quente, a Demiurga aparece semivestida com a sua camisa de dormir, curta e translúcida, desliza, posta-se a dois passos da janela e espreguiça-se matizada pelo festival de raios solares sobre a sua gloriosa efígie...
- Bom dia!
- Bom dia…

Posto este breve entrecho quotidiano, ainda crês que a tua vida, e morte, sejam diferentes das que estão reservadas aos deuses?



sábado, 4 de fevereiro de 2017

Chá de Palavras (Outras Questões)…

De onde vem essa fome que ataca os povos, que os compele a atacar?
Vem do ego, esse nó cego.
Como aprender a desatar?
Diz que, Observando, “meramente” Testemunhando. Portanto, Presenciar.



Observação: Luz de Vela

Serenamente, apaziguadora da sombra, tornando-a sua aliada com arte, nas artes que faz tremular pelas paredes, a luz de vela é leniente. Talvez se deva a esse bruxulear, talvez se deva aos entes que gostam de a cirandar. Sei lá. Sei o que sinto. E o que sinto é que me embala a cAlma.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dos Cadernos Evolucionistas: quando a primeira das Árvores Aladas, por uma milagrosa mutação, ganhou asas.

Foi num Outono, assim que se lhe tombou a última das folhas estralejantes. Transformou-se essa árvore com particular e estrondosa diferença: do nada, apareceram-lhe asas. Por conseguinte, concretizava a alteridade na espantosa capacidade de voar. Executava longos voos, deixando estupefactas as próprias aves, com as quais se cruzava naturalmente, fosse em meros voos banais, de ocasião, ou no decurso das suas epopeicas rotas migratórias.

Abrindo um precedente, causou grande revolução no Reino das Árvores, traçando um novo rumo nas Escrituras da Mãe Natureza. A Árvore deixava de ser a senciência aparentemente imóvel, passando a ser a sabedoria manifestamente veloz.

Imaginem, uma criatura-árvore, com todas as aptidões e virtudes que já lhe eram legitimamente reconhecidas, acrescentando a habilidade de voar.

Um prodígio. Que mais dizer?


(Jacques Hnizdovsky, Winged Tree)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Chá de Palavras (Divagando sem pressa)…

Sorrir apaixonadamente dormente
Dormir? O que é isso de acordar?
Ressuscitar a cada instante sequente à morte omnipresente?
Alternar de expectante para bom Divagante?…
Eventualmente…

Não interessa
Não tenho pressa.



Recado (Despropositado?)

Escrevendo às escondidas
Como quem prega partidas
A desoras
Num mundo que está por horas


Post Scriptum (marado):
- Baza curtir uns fumos? Pergunta o provocador, cheio de Amor.
- Até que a Alma se despeça deixando a jarra vaza! Responde a provocada, toda aguada.





domingo, 29 de janeiro de 2017

Olhos Rasados de Orgasmo

Comutações áureas
Libações láureas

Pois seja Um o que se engrinalda a dois.

Alunagens…
Detalhes nos seus cabelos, abocanhados, codificados em novelos

Amaragens…
Propagações, beijos complexos, vibrações, amplexos corações

Mestiçagens…
Deliam-se fronteiras, misturam-se licores, ateiam-se flamantes humores

Ser em um espasmo
Verter um plenilúnio rasado
Lágrimas de prazer
Ter um orgasmo
Morrer e renascer


[A continuar?… Vamos ver…]



Da janela da sua Alma… paisagens…

Passagens. Da janela da sua Alma propagam-se paisagens
Ilustre, a obsequiada poesia da sua sabedoria, grafada a Lustre…

Imagens. Da janela da sua Alma contemplam-se paisagens
Luzes sombrias, Sombras luzidias, o vasto no imediato…

Mensagens. Da janela da sua Alma sussurram-se paisagens
Segredos sem medos, doces, como ela, tão bela…


E…


Ela… Ungida, quando se entrega desprotegida

Ele… Espargindo-A…

Ela… Prometida, quando se desagrega unida

Ele… Difundindo-A…

Ela… Ampliada, quando se agrega diluída

Ele… Irradiando-A…


E…


Porque tudo se olvida… Um e Outro são a Conjunção, eufóricos, e cientes da certeza da morte, são pletóricos na Vida e sua Celebração. Um Encanto.


Porquanto…


Da janela da sua Alma… paisagens…



Atenção!...

Aproxima-te…
Toma…
Recebe… um Beijo no Coração



Chá de Palavras (Questionando…)

O que somos?
Asterismos de ninfeias pulsantes em Águas Espaciais
Manifestações Especiais, cachoantes, eufemismos
A Força e o Poder, O Todo e o Ser

Não sendo, Somos.


[A continuar?… eventualmente… não necessariamente.]



A Celeste Poalha que Despe

Poalha celeste
A chuva que se te despe

Partilhando fotografias
Fundindo biografias

Nubentes felinos
Conchavando bailarinos

Chá de gengibre
Mel de bom calibre

A poalha que se te despe
A chuva celeste



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Delíquio Desejável (Fazendo o Amor com a ‘Rapariga Dissolvida’)

Desencriptado, pelo quanto que me deleito
Desemparedado, por confissões do peito
Fisgado, pelos seus olhos felinos
Desejos aquilinos
De uma efigie luxuosa
Ela é a Fêmea Estrepitosa

E com Ela burlequear até ao Delíquio Desejável
E com Ela culminar até ao ápice inevitável,
Portanto, do beijo ao vórtice
Que encanto…

Seja em minguante, Rapariga, hino insinuante, teu nome é ‘Dissolvida’
Seja em crescendo, Rapariga, fica sabendo, teu nome é ‘Dissolvida’



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Chá de Palavras… (Pela Noite)

Quem cria nada inventa
Já tudo está feito, perfeito…
Seja lá o que for fazer a perfeição
Essa inventada criação


domingo, 15 de janeiro de 2017

Matemáticas Empáticas…

Com todo o prazer
Contas fáceis de fazer:

Como um Beijo Dourado
No teu Coração Alado

Eis as Matemáticas Empáticas


Post Scriptum: Por quando sorrimos juntos…


(Jehoel)




sábado, 7 de janeiro de 2017

Com o Sol nas Palmas das Mãos

Tu que trazes o Sol nas mãos enconchadas
Sem palavras…

Ela é assim, passa, sem se dar conta do rasto de maravilha, que a sua energia brilha, e faz brilhar, quem se deixar transportar.

Tu do sorriso fulgente, da aura fremente
És o mais delicioso improviso que fez a Natureza alguma vez
E eu desejoso…

Ela é assim, ondeia, alheia ao seu charme, sedutor alarme, serenada porém declivada, incrivelmente bem desenhada e animada…

Sem mais palavras…
Dedicado a Ti que trazes o Sol nas mãos enconchadas