quinta-feira, 19 de julho de 2018

Intoxicado (Embriagado)

Intoxicado
Desse teu sabor indeciso
Não se sabe se sabe salgado
Não se sabe se sabe adocicado
Deliciosamente impreciso
Embriagado…



sexta-feira, 29 de junho de 2018

Tornada um Tornado

Como um tornado, rodopiava sobre si própria, em cima dele. Os seios indisciplinados no corpo, reluzente, coberto de óleos perfumados, essências mestiçadas ao próprio veneno natural, suando de sua pele. O ondulado solar dos cabelos, lucilante, encadeava. Quando parou, inesperadamente, atingiu-o com o retrato do seu umbigo florido, orvalhado de quentura. A ausência quase certa de distância hipnotizou-o com o cheiro a Orquídea. Se há Flores que não podem ser cheiradas? Prefiro dizer-te que há venenos benéficos, que matam bem, tão bem, que trazem um auspicioso renascimento. Entre cachoeiras e volutas, tornou ao rodopiar. Tornando-se o Tornado, sobre ele, possuído… bem possuído...



quinta-feira, 28 de junho de 2018

Lugares da Nudez (Divulgada)

Os Segredos que aprendi
De Ti

Lugares recentes, percorridos
Seios Incandescentes, deliciosamente Caídos
Anseios fluentes, estrepitosamente destemidos

A verdade nunca está escondida
Pode no entanto ser surpreendida
Fantasiando-se de falsidade
Para a posteridade

Como se numa fotografia
Da nudez, revelada, de tua tez
A noite do dia, fosse divulgada

Os Segredos que descobri
Em Ti



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Menina dos Olhos Mutantes

Para constar,
Vou te contar:
Aqui entre os dois
Sem antes nem depois
Os olhos dela mudam de cor
Consoante o Estado de Amor

E eu aqui, em modo navegação.
Por favor…
Para quando a nossa integração?

Menina
Dos Olhos Mutantes
Coloridos lucilantes



A Balada Embalada

Uma calma entretida
Vivendo a vida
Para quê complicar
Com tanto que há para se Amar?

Minha Querida,
A ti, esta balada… embalada…


(Miroslav Tichý)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Liberdade (Erótica Alacridade)

Orgia de humores, mestiçados. Quando estão todos amarrados. Dois amores, uma alegria. Quando se embrulham, indiferenciados, na dança dos encharcados.

Assobia com os lábios, quais deles os mais cheios. Saracoteia os seios, lídimos astrolábios, no caminho das estrelas, é ficar a vê-las…
Uma voz sem foz, pois desagua de onde brota, manando de onde desemboca.
E o consorte consola, corpo e alma, em estupenda calma. Que sorte!
De mais a mais… Afaga, o fogo, que não apaga. Jamais.
Deixando-a removida, mesmo, da morte e da vida, exuberando-a, a esmo.
Deixando-a toda crescida… toda entumecida… do ego, destituída.

E eis, que nesse pico, ocorre a Liberdade, em toda a sua Erótica Alacridade.



sexta-feira, 4 de maio de 2018

Bom dia… (Poesia à Bela Acordada)

Pensas que estas acordada?
Não estás nada!

Respira fundo
E mergulha no mundo

Encontra o que não é para encontrar
Porque já estás encontrada
Como a mais bela estória contada

Conta-Te, contando
Voa, nadando
Celebra-Te, celebrando
Ecoa, silenciando
Exulta-Te, exaltando
Destoa, consonando

Deliciosa, sem mente
Despretensiosa, toda veemente
Perfeitamente calibrada

Pensas que estas acordada?
Não estás nada!

Aborda a vida, airada
Acorda
Libertada
Reconhecendo que estás (e sempre estiveste) acordada…

Pensas que estás acordada?
Sim, até estás…
Se te reconheceres na Imensa Paz