A chama
Do Xamã
Chama
O Poder
Purificando
À base de não querer ser
Desnovelando
Até ao Recôndito [Verso Oculto]
Lavando
Folhos e entrefolhos do Espírito [Verso Culto]
Eliciando
Os maus génios, os males do Génio
Entendidos os alergénios
O fim do sono alucinogénio
O início do (Sopremo) Entusiasmo
Levitando Sereno…
Um espasmo
Levitando Supremo…
De pasmo
Dissolvido o marasmo, resolvido o pleonasmo
Eis o Orgasmo
O Poder
A chama
Do Xamã
Chama
sexta-feira, 30 de março de 2018
domingo, 11 de março de 2018
Ela (Respira)
Palpitação
Haurir, parcial (individual)
Exaurir, total (universal)
Pulsação
Ela é um pulsar, inconsciente com potencial consciente, dentro do Grande Pulsar.
Ela é a Respiração, erótica
Que se lhe Revela
Apoteótica
Ela fecha os olhos e visualiza a bailata respiratório de uma água-viva, luxuriosa, tornando leve a densidade pelágica do abismo, filtrando os raios de Sol que perseveram, subaquáticos, transformando-os em Força Vital, graciosa. Ela abre os olhos e absorve a Envolvência, palpável e impalpável, na construção de Si, ao Inspirar, na desconstrução de Si, ao Expirar.
Cosmológica
Das Estrelas
Abóbada Celeste, toda a pele dela, material e imaterial, respira, fronteira fictícia de uma esponja de polpa porífera, concupiscente na elegância com que se cresce, haurida, e se decresce, exaurida, compassadamente…
quarta-feira, 7 de março de 2018
Homenagem ao Duo Circense
Sobre Doçura, apontamentos paralelos, dignos de serem consignados.
Naquela ambiência crepusculina, entrejogando, luminosidades com obscuridades, entressonhando, insanos preliminares.
O Mel. A dúlcida Essência, espessa, undiflava ou acastanhada, do néctar Floral obrada pelas abelhas, sem esquecer o papel dos zangões, e armazenado em favos geometricamente arquitetados. O Mel emanava-se-lhe, copiosamente da Flor.
Ela, concretamente?
Caleidoscópica. Corporal. Psicotrópica. Escultural.
O olor? Era o da fusão dos cremes essenciais, que não imaginas, com a fragrância natural da sua cútis.
Entre os dois?
O amalgamar das rescendências.
Corpos ateados, tochas pulsantes, suando eflúvios aquosos.
Cuspidores de Fogo, volitava-se-lhes uma intensa nuvem de combustível ao redor das peles, alevantadas.
Exercendo a Arte de Amar, ardendo.
Pondo e sobrepondo.
Abrasados ao orgasmo com que se contaminavam, consortes, deliberados.
Em tantrismos circenses, ad lucem.
sábado, 3 de março de 2018
Seios (Munidos de Feitiço)
Tinha os seios munidos de feitiço, portanto, com as propriedades activas do plenilúnio.
Quando ele investia, instigados pela onda sucessiva de penetrantes impactos, enveredavam numa dança sobrepujante. Duas massas de carne saborosa que, ameaçando transbordar, disparatavam em todas as direções, tresloucadas.
Assim se recreavam, os seios, dela, durante o copioso Acto.
(...)
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Olímpica (Em Duo)
A fusão da essência de cremes com o cheiro da sua pele, gerava o Olimpo numa silhueta feminina. Ademais, era contorcionista, lídima acrobata. Meros atributos. De pouco lhe valiam na hora do aperto. Comprimida por debaixo dele, completamente à mercê, agrilhoada à prisão mais apetecível. O delírio de sentir-se sufocada pelo peso da sua marcha compassada. Que sufocasse até à morte, porque morrer é o derradeiro gozo, a porta para o renascimento. Recebia-o abrasiva, não fossem as suas paredes mucilaginosas, caiadas a tinta de areia, berrante. Abarcada, como ela amava ser assim abafada, ampliada, por ele. Em outros arranjos, poria em prática as destrezas das suas artes acrobáticas. Naquele, simplesmente entregava-se. Então, qual a do Som, quebrava-se a Barreira do Prazer. Auroravam as modularidades vocais, na verdade, vinham-se, transumanas, imperiais. Em Duo.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Folheando Mel
O estranho
Que te chama
Tão estranho
Como que te ama
O conhecido
Lavado de lava
Bem aparecido
Apalavrando o que Lavra
Destemido
Lavrando à Palavra
Embevecido
Lua Cheia
Na tua Colmeia
Prazer
Até que o Mel subverta o apetecer
Que te chama
Tão estranho
Como que te ama
O conhecido
Lavado de lava
Bem aparecido
Apalavrando o que Lavra
Destemido
Lavrando à Palavra
Embevecido
Lua Cheia
Na tua Colmeia
Prazer
Até que o Mel subverta o apetecer
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Ponto de Luminescência (Concupiscência no Ponto)
Proeza
Dois corpos, num, com tanta destreza
Abraçando poesia
Declamando folia
Palmas
Ruas de dura concupiscência
Almas
Nuas em pura Luminescência
(Apronto...)
(No Ponto)
Dois corpos, num, com tanta destreza
Abraçando poesia
Declamando folia
Palmas
Ruas de dura concupiscência
Almas
Nuas em pura Luminescência
(Apronto...)
(No Ponto)
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Acto de Desabotoar – Desabrochar [Continuando pelo Coração…]
Causa-Efeito
O Mundo Universal é perfeito
A cada desabotoar
O correspondente desabrochar
Paciente
Fulgente
Deixo-Te esta Declaração
À lapela
[Propondo a] Fusão de Coração
Á capela
O Mundo Universal é perfeito
A cada desabotoar
O correspondente desabrochar
Paciente
Fulgente
Deixo-Te esta Declaração
À lapela
[Propondo a] Fusão de Coração
Á capela
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