terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre a Hora (Inanidade)

No quarto:
Tenho tantos relógios
Tantos quantos sei
Cada um em sua hora
Suas horas em cada seu

Entre os Ponteiros e a Inadidade
Saber para quê?

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Beijo da Aranha (A Tecedeira Cumpre a Promessa)

Porque tudo começou assim
Foi o Beijo da Aranha

Seda
Tiras e Filamentos
Laboriosamente tecida
Zelosamente corrigida
Pela sábia Criatura
Estruturas e Entrecruzamentos
Recuperadas e Intensificadas
Reconfiguradas e Aumentadas

Seda
Cordas e Ligamentos
Secretamente urdida
Abnegadamente ressarcida
Pela engenhosa Criatura
Activação da Génese, Recomposição, Abertura da Arca
Desencriptação da Matriz, Extracção, Libertação dos Jactos
Abertura dos Portais, Composição, Reconstrução do Corpo de Luz

Seda…
Seda…De Novas Cores, Rebrilhantes
Seda… De Novos Sons, Radiantes
Seda… Despertada, no Idioma Bilingue
Seda… Reorganizada, Palavras e Silêncio
Seda… Recuperada, e Elevada,
Seda… Finalmente, Plasmada.
Seda.

Porque tudo se perfaz assim
É o Beijo da Aranha


 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Preâmbulo ao Solstício (O Sol Vencedor) => Tudo Negaças

Pois que é para continuar esta ausência de tempo
Pois que é para continuar esta abstinência de espaço
Pois que é para continuar

Vim despedir-me, Olá
Para então me apresentar, Adeus




Post Scriptum: mas a parte mental, hesitante, diz, "tudo negaças"; faça bom gozo do tempo que lhe resta.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quem Acorda Antes do Sol (Desperta)

Tributo à Rendição
Só há uma Solução
Que Entregar Tudo seja a Disposição
E só depois disso, talvez
Possa até ao Caminho Amanhecer
À Cúpula Aceder

E junto à entrada, manifestar-se-à a seguinte Inscrição:

Dourado
Fogo Apaixonado

Calibrado
Poder Recuperado


(Imagem: Stephanie Pui-Mun Law, http://www.shadowscapes.com/)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Definições (Extinções)

Antes de se extinguirem as pretensões a definições, um derradeiro estertor
Que é simultaneamente o primeiro choro da Criança
Que no fundo nada é
Porquê?
Porque não há Antes nem Depois
A Receita?
Coragem, Rendição, Mergulhar no Desconhecido
E…
Inocência… Entrega e Inocência.

(Mais uma Coisa)
(O Quê?)
(Isto agora é tudo Rápido, muito Rápido, ainda mais Rápido)
(Seguro-me?)
(Não! Deixa-te Ir...)



Avatar (francês avatar, descida, do sânscrito avatara, descida do céu para a terra de seres supraterrestres)
s. m.
1. [Religião] Na teogonia bramânica, cada uma das encarnações de um deus, especialmente de Vixnu, segunda pessoa da trindade bramânica.
2. [Figurado] Transformação que ocorre em algo ou alguém. = METAMORFOSE, MUTAÇÃO
3. [Informática] Ícone gráfico escolhido por um utilizador para o representar em determinados jogos e comunidades virtuais.

Sinónimo Geral: AVATARA



(Definição: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=avatar)

(Imagens: http://www.tantra-kundalini.com/nadis.htm)

domingo, 25 de novembro de 2012

Uma Papoila (Num Campo de Alfazema)

Que interessa o corpo teu, que ainda assim continua a fazer-me tremer, se a Alma insiste em não reconhecer a Minha, tão pouco a Nossa
Seja preciso esperar, e esperarei
Não obstante, não continuarei quieto, como já estive
Se estiver certo no que toca a essa Espera
Então que seja Movida ao toque do sucessivo suceder de “novas” Paisagens

Cedo ou tarde, descobrirei a Verdade
Se foi tudo eu que criei
Se alimentei
Ou se Simplesmente pacientemente Acreditei
E com isso vou eu já Andando


(Te Amo Te)

(Quanto à Música, por enquanto, não a divulgarei… pelo que se calhar, seja essa a minha parte a trabalhar… quem sabe provando que tem mesmo tudo a ver com os Dois)


sábado, 24 de novembro de 2012

Liga-Te (Liga-Me)

Colher abundoso
Esse beijo genital prestimoso
Luz Total
Diz-me que não És Fatal

E se o Mundo se desagregar, Se as Muralhas colapsarem, O que restará de quem nunca fui e sempre fingi? Nada. Derrocada há muito Anunciada, praticamente Consumada. Ficará apenas o que sempre fui mas nunca Assumi. Daí que esteja a custar largar… ou não…

Danço, a Dança que Te Encomendei
Danço, a Dança que Te Mesmerizei
Já depois de Encomendado
Já depois de Mesmerizado
Nunca pretendi Resistência

De Brincar em Brincar, deste por ti a Jorrar
De Brincar em Brincar, deste por ti a Delivrar
O quê? Sucos e mais Sucos cachoados de gozo, prazer e reprazer
Porquê? Do Amor, Da Paixão, Da Investida em teus Portais Cósmicos
Com todas as partes, latentes e manifestas, deste Corpo também ele, como tudo, Teu
E assim sendo, só importa que aprendas, que saibas saber Ter
Frui

Colher abundoso
Esse beijo genital prestimoso
Luz Total
Diz-me que não És Fatal
…
E se fores, sem celeuma
Porque se não há Bem, também não há Mal

(Te Amo Te, Glória Eterna)


Jogo de Nós (Suave Erotismo de Embalo)

Olha lá, um passo de Coração
Dança de Intenção
Que Vem dali e para acolá Vai
Toma, embala, resvala
Pela e deixa pelar
Sem apelo ou pejo em apelar
Como quando te embalo por detrás Protegida, arremessada e repuxada, tudo isso ao mesmo tempo já num tempo descontinuado, mesmo quando vem o Repouso
E Suspiro o teu Respirar quando respiras meu Suspirar
Quem somos afinal se nos amalgamamos ao ponto de nãos sabermos de margens e fronteiras?
Somos afinal!

‘Encore’
‘Encore’
Sempre, ‘Encore’
É o que Somos afinal



Viens, encore une fois
Prends moi dans tes bras

(Jeux d'amour, Rodrigo Leão)

sábado, 17 de novembro de 2012

Saúdo as Colorações Alvas

Saúdo as Colorações Alvas

Tomar um Banho
Incandescente
Mais não digo, sem que seja pelo ‘suspense’, é porque realmente não o sei
Posso, no entanto, exceptuar com relação ao seguinte registo: vem dos poros e tem a ver com um grau seu de Abertura
Até

Saúdo as Colorações Alvas