quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Egolatrias (Exéquias às Euforias)

Vestido a rigor
Sem primor
Incoerência?
Negativo… Consistência!
Tudo por um estilo afirmativo

Futilidades do ego
Nulidades de quem não se sabe cego
É a metáfora da cidade
Cúpula de Perplexidade

Pensa que corre e nem anda
Não sabe que escorre e tresanda
Tristeza a da Condenação da beleza
Por tudo o que se ignorou
Ao que isto chegou
Já nem a chuva chove
Já nem a montanha move

Se agora já é tarde!?
Sim, já tudo arde

Curiosamente, o Triunfo está iminente
Contradição?
Não. É a Leia da Acção


O Advento das Florestas

Florestas perdidas
Certezas tiram vidas

Não recebeste o Alerta?
Então desperta!
Senão nem a morte será a melhor sorte

Rebeliões, Sublevações, Conflagrações, Combustões, Explosões

Vem aí o Fim
Diz que sim

Mas não te preocupes
Nem te ocupes
Depois do pior virá o melhor

Certezas malogradas
Florestas viçam recuperadas


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Faraónica Camaleónica (Deusa da Dissimulação)

Cremosa, Faraónica
Libidinosa, Camaleónica

Deusa da Dissimulação
Deixo-te uma Encantação:

Predilecta
Da minha concupiscência
Repleta
Quanto te atinjo, em cheio, na fluorescência
Nunca finjo
E tu? Fingida…
Ou Sobreaquecida?


(...)


A Lei do Rododendro [Roboe(n)dro] → Até mais não…

Mantida abafada
A cintilação do Rododendro
Dentro do Romboe(n)dro
Amarrada
A Cor do Calor do Amor
Que tentação
A de dar vazão
Até mais não

E, felizmente, assim se rebenta
E, oportunamente, assim se tormenta
Os mares e os rios da tua florescência
Santa indecência
A de te passar a pente fino
À lei da língua
Fim da míngua
Curtir um desatino
Prazeres pubianos
Orgasmos circadianos

Brincar às partículas em suspensão
Como já o disse, até mais não…


(...)


(Está feito o Convite)
(Que se te tenha aberto o Apetite…)

Venenosa Valéria Valorosa (O Livro da Guerra)

Flor Venenosa
Tão airosa
Planta carnívora
Tão frívola

A ti ninguém te conta
Só o sol se te desponta
Zangado
De ser desvenerado

Teu peito poderoso
Cada seio abundoso
Um leito indecoroso
Teu meio saboroso

Dizia-se que eras de uma substância
Quando afinal és de outra relevância

Fantasiosa
Tua ginga capciosa

Vítima dos teus próprios processos
Morres durante teus múltiplos acessos

É a Lei da Atração
Talião


(...)

A pessoa De deus (É a Guerra!)

Com a última pessoa
Veio o primeiro deus

Quanto mais julgamento
Maior o tormento

Com o último deus
Veio a primeira pessoa

Um busto oco
Rumo mouco

Se mentes, não tentes
Se sentes, não te apoquentes
Se receias, não semeias
Se não vais, não sais

Miragem…

Acção de sabotagem,
Capotagem
Medo rarefeito,
Perfeito

Com efeito…

Se és pessoa
Então, boa!
Há quem seja deus
Mas só na hora do adeus


Sepultamento aos Iconoclastas

Batida repetida
É afinação garantida
Três, dois, um
Não sobra mais nenhum

A conta que deus fez
Foi o nome Inês

Não te baralhes com interpretações
Isso é para as cartas
E até essas já estão fartas
De tantas confabulações

Venha o pulso
Avulso


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Tu, Eu e Nós, o Tríptico Apocalíptico

De uma Brisa de dulce Poeira
O beijo que te joeira
Um livro a ti consignado
O que laborei dedicado

Leituras te avisei
De ternuras te entornei
Nem por isso… deixou de ser um mero esquiço
As coisas querem-se esboçadas
Porque são eternamente inacabadas
É um Esmero

Fecundos na hipnosia
Infundos de analgesia
Sobre Nós
Existimos quando a Sós
Aí, Encontro-me na Seiva
Que floresce de tua Leiva
Árvore da Vida
Ungida


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rapariga Nova (Marfim)

Capturar instâncias
Ignorar relevâncias
Já te disse que tens mãos lindas?
Infindas
Dedos cor de marfim
Sem fim

Daí tanta música
Lúbrica


(Leitmotiv de Exuberâncias)
(Nos Façamos em Unissonâncias)