domingo, 17 de janeiro de 2016

Idiomas VindOuros

Encontrou-se quem registe
Um despiste
Para distrair
Leitura antes de o subtrair

Saberia? Não sei se deveria, por assim dizer, fazer isso suceder. Mas é o que se passa. É só o que sucede. Independentemente do que faça. E sobre isso nada poderei invectivar. Sensatamente. A solução: enveredar por uma vida que apraz o mero movimento de respirar, Seja a Paz.

Teve continuidade
Para a posteridade
As núpcias d’aleatroriedade
Volúpias da serendipidade
E a pretexto
Mais um texto

Nodo-Antinodo, Nem sequer quero, Pois este é o único modo, Vero, De advir, A esta existência, E às outras todas que ainda estão para vir. Paciência. Até não ter que renascer, por abdicar de a tal pretender. É mais do que o que se possa entender. E é por isso que me limito a ser vogando, nadando intermináveis empíreos… mares lírios… insondáveis… Solução: Perdurar a Ablução, Dilatar os entrementes, entregando-me aos momentos quentes, Aqueles de Coração a Coração

Finalizado
Perpetuado
A ti, o meu Obrigado

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Passamento-Nascimento (Liberdade)

Quem te trouxe, não te disse a verdade
Acabou-se
Vendeu a liberdade

Quem carrega, não pega
Larga tudo, e tudo se alarga

Variâncias
A Salvação às redundâncias
Evolução

Veio, passou, decolou
Agora está no meio
Acertou

Linhagens Absolutas
Impolutas Viagens

De ventre em ventre
A seguir
Sempre a perseguir
O quê?
O Ar para respirar
Porquê?
Por causa dos Céus sobre os Ilhéus

Tem tudo a ver com isso
E em percebendo a razão…
Distensão!
Ocorre o Sumiço

Quem te trouxe, não te disse a verdade
Acabou-se
E venceu a liberdade

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ouve (Para que haja a estória de um Houve)

Viste com um corpo emprestado
Tentando me enganar
Para que te tomasse
Que te amasse
Desculpas para me ressuscitar
Desse adormecido estado

Ouve
Quando vieres, tragas o corpo teu
Que é nele que quero ser eu [Pois só nele poderei ser eu]
E aí, sim… houve

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Informativa: O Baralho sem Ás

Troca-tintas
O vidas retintas
Esta vai ser a crónica
De uma personagem anacrónica

Chamado pelo que não tinha
Esperou sempre pelo nome que não vinha
Manhãs desperdiçadas
Tardes devoradas
Noites varadas

Teve mortes no currículo
Deixou-as caducar
Verdadeiramente, nunca saiu do cubículo
Baldadamente, deixou-se passar

Ainda assim, muito viu, muito viajou
Só por fora
Porque se adentro adentrou?
Nunca chegou tal hora

Mas de quem se fala afinal de contas?
Fatal, são só coisas tontas

Agora que vai tudo para outra dimensão
Atenção, muito boa gente vai ficar à nora

Há já algum tempo começou
Foi desde que o Sol o Céu embaçou

Daqui em diante, ruído já não é ruído
Dependendo do ângulo que te foi atribuído
Avante, porque nem tu te escaparás
É verdade… este foi sempre um baralho sem Ás.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Feéria (Universal Folia)

Não tão distante quanto isso
Insubmisso
Este amor
Não obstante, omisso

Porquê revelar?
Para quê?
Para se esfumar?

Não há nada que saber
Pouco tarda que por aqui passes
Abraces
Não vem ninguém dizer
Que nem sequer o mundo é redondo
Com medo de qual estrondo?
Que arda

Avarias
Pintando em teus relevos utopias
Poesias
Toando enlevos que só por quimeras sabias
Peito com peito
Ressumando
Com efeito
Intensificando

Fica sabendo, que te venho amando por cada dia do infinito sideral. Girovagando. Que, mais que ideal, és real. Que não precisas de mim, nem eu de ti. Porque não somos, e a ser, Tudo é tudo o que somos: Fantásticas folias, das laudas que regem feerias. Extáticas. Dimensões que colidem, sensações que coligem. A vida e a morte, a lida e a sorte. O que está para acontecer e o que já aconteceu. O que se conheceu mais o que se vai conhecer.

Escreve, E deixa escrever
Bebe, E deixa beber

Fragrante o nosso delito flagrante. Concatenados. Gloriosamente condenados, a esta estória flamante. Portanto, as serpentinas deixemos e… saborosamente… pratiquemos.

Não obstante, omisso
Este amor
Insubmisso
Não tão distante quanto isso


(...)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Nem sei o que te dizer (Tal a Perfeição)

De onde vem a plúvia?
Da vida
Do Mundo no teu Sorrir

Antes de partir
Pois estou de saída
De rencontro à fonte dilúvia

Beijo nos Lábios
Sábios

Pelo ventre escorrente
Ademais
Muito mais
Em frente

Altissonante
Este ludo vibrante
Não iludo
Não iludes
Aludes
Ao Sol Lunar
À Lua Solar

Fiquemos nas elipses carolinas
Ondulinas
Teus cabelos eclipses


(...)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Vozes Mélicas (Tesouros Quintessenciais)

Vozes mélicas, Coros Naturais
Que Amar
A Dar
Vozes mélicas, Ouros Imemoriais
A Amar
Que Dar

Bateu-me um Coração
Que batia
Um conto que se ouvia
A mais perfeita Oração

Cabelos preclaros
Desígnios claros
Claramente declarados
Ondeadamente fadados

Escondendo o que não pode ser escondido
Temendo o que não deve ser temido
Tão humano
Tão inano

Ao menos confessa-se
Ao menos professa-se

Não que isso conte
Que se aponte
Vale a valia
No Vale da Magia

Luas Cantadoras
Faluas voadoras
Rios arrebatados
Fios entrelaçados

Moral da história?
Mural da Glória!


 (...)

domingo, 25 de outubro de 2015

Volutas (Absolutas)

Queres um livro sem páginas para virar?
Ui, muito te enganas

Queres que a vida não te ensine a dobrar?
Ai, quanto te enganas

Correrias
Depois dizes que não sabias

E que tal viver
Saborear
Perder o receio de desconhecer?

A Existência é uma infinita conflagração de Volutas
Perfeitas e Absolutas

sábado, 10 de outubro de 2015

Sala de Espera (Para quê Complicar?)

Na sala de espera
Contas a ajustar

Sonhar
Sonhar
Sonhar

O Céu a dourar
Matizes da Nova Era

É só esperar
Nesse ínterim, vive
E revive
Sim, para quê complicar?