quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Óleo de Lavanda (Lenta Sarabanda)

A Noite do Céu claro
A clara Noite do Céu
Púrpura como a doçura dos teus lábios entontecidos
Nesse teu cômoro lanoso recita a analgesia dos esmaecidos

Conta que se vai, quem cai, na tua Onfalomancia
Reza que se vem, quem tem, da tua Eromancia

Verte infusões
Explosões

Lavando com Lavanda, Ressuscitando
Peito a peito, é assim que se anda, Ambulando
A eito, e de cabeça, mergulha quem se demanda

Sem receios, sem freios
Levantam voo esses corpos soltos de peios

Abri-me de ti sobre uma brecha
Ergui-me rumo a ti como uma flecha
Rasgaduras na Abóboda do Domo
Entronização de Tomo
Contigo a rasgar
Contigo a exaltar

Fecha os Olhos, Inspira, retém, Expira
Assim se Respira
Assim se Respira…

A Noite do Céu claro
A clara Noite do Céu


(...)


(...)

(Assim se Respira…)

(...)

sábado, 4 de outubro de 2014

Céu de Alfazema (O Poema)

Um sorriso
Uma libra
Tão preciso
Destarte se vibra

Basta estares
Dares de ares

És a Chuva, chove Coração
Que comove, Inaudita Oração
Força que move
Metade de Um, e Um de Si, em toda e cada Encarnação

Será quando o Céu se fizer de Alfazema
O sinal, de que já terá nascido o Poema

(Amo-Te)





Apocalíptica Fricção (Versículos da Coalizão)

Cortes
Cortes profundos
Dão vista para o Mundo de lá

Fortes
Fortes Mundos
São a lista do Profundo que há

Em correria pelo teu pavilhão pélvico
Sem me deter pelo que me detia
Admiras-te
Como quem lê um idioma élfico
Sem saber que o sabia
Atiras-te

Gira, tira, mete e põe
O Céu aos teus pés
Gira, tira, mete e põe
Um Arroubo sem revés

Esta marcha frutífera
Orquestrada na Região Ínfera
E mais não digo
Pois constituiria perigo

Não obstante queres que continue
Que te pontue
Mas não é possível
Cairiam as estrelas do céu
E as pessoas deixariam de usar trelas
Um cenário irrepreensível

Ainda assim queres que continue
Que te pontue
Não se termina o que não pode ser terminado
Não se inicia o que já foi Iniciado
Entendes agora?
É que já chegou a Hora…

Insistente, queres que continue
Que te pontue
Mas o que torna exequível todo este milagre
É o pontuar-te reticente
Entendes agora?
É que já aconteceu, já passou da Hora.


(Fonte: Inconclusiva...)


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Serendipidade Dançada

Contumácia
Rainha das Plantas Medicinais
Essências e Florais
Dona de uma inexorável Pertinácia

“Quem o diz é quem o é”
Quem não vaga anda a pé
Conta estórias, Escreve números
Aos Inúmeros, infindas Vitórias

E se uma versou
A outra foi pela harmonia
E quem diria até brotou
Evolou com efeito a Cosmogonia

Tão Poderosa: Danças, Danças e ReDanças
E pelo meio nada fica por dizer
Porque tu não calas, logo não consentes
Olorosa: Exímia a viver os entrementes

Rainha das Plantas Medicinais
Essências e Florais
Diz tudo o que sabes pois de ti nunca nada é demais



domingo, 28 de setembro de 2014

Elefantíases do Amor (Gigantismos)

Ludibriações passageiras
Mediações companheiras
Contagem crescente, porque sempre se diz decrescente
A Montante na Jusante, Florescência na Deliquescência
Só porque “sim”
E não por que “não”
Entendido?

Promessas ofertadas
Desde que não mas peças obrigadas
Que assim ficam encalhadas
Pois,
Achado não é roubado
Dado não é pedinchado
Configurado?

Um tornado assolando pelos cômoros do teu corpo
Um assolado tornando pelos côncavos do corpo teu
Quero tudo, quero mais?
Mais que tudo, ademais.
Que caminho, esse, por onde tu vais…
Das (e sobre as) Electricidades, estas nossas Tempestades
Realidades?

Elefantíases do Amor, Gigantismos
Paroxismos
Assim excursando, de lá para cá
E de permeio, no topo de cada inselbergue, um albergue
Assim vagueando, de cá para lá,
Até que se chegue aos Elefantinos Amores, rumores
Chegado (e curado) está, “atão vá”…



sábado, 13 de setembro de 2014

Salsugem, Fuligem, Ferrugem (A Sorte Decolou)

Salsugem, Fuligem, Ferrugem
Escolhe a sorte, de toda a sorte

De um “déjà-vu” ao “onde estás tu?”
Crónica de um Caminho que só se traça a nu

Salsugem, Fuligem, Ferrugem
Escolhe a sorte, de toda a sorte

Quem alvitrou o que não abençoou?
Não devia, ainda assim, confinar-se ao que se Escrevia

Salsugem, Fuligem, Ferrugem
Escolhe a sorte, de toda a sorte

De um céu imaculado
A um Sol silenciadamente estralejado


Ferrugem… Diz a Árvore: ‘Nem que assim fosse’

Fuligem… Tamborilou a Árvore: ‘Sereno para os que se afligem’

Salsugem… Decolou a Árvore após epilogar: ‘Mar Quente de Água Doce.’


(A Manhã Seguinte ao Dia Anterior, Pelo Meio a Noite que Passou)


(https://www.youtube.com/watch?v=ICnlyNUt_0o)

Segredou (Semeou)

Quem contou não escutou
O Segredo que se segredou
Mas nem por isso Ele se privou
Ecoou, Ecoou, Ecoou
Semeou…

- “Ele” quem!?
- “O Segredo, parva!”
(Risos)


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Bela Sincopada (Monção)

Conta-me algo que não saiba
Canta-me algo que desconheça
Tira-me de tudo onde não caiba
Salva-me de uma vida que me adormeça

Por onde andas que te ouço mas não te vejo chegar?

Dormir para quê
Se a Noite é o que se vê?
Queres sentido, mas não há
Vertes libido, quanto mais dá

Por onde andas que te ouço mas não te vejo chegar?

Cuida-te ou a tua estória será assim contada:
Fazia-se do que era
Não atava nem desatava
Quando afinava ficava bera

Por onde andas que te ouço mas não te vejo chegar?

Umbigo esteliforme
Feitio crateriforme
Descaramento enorme
Mas por mim, tudo conforme

Por onde andas que te ouço mas não te vejo chegar?

Habilidades digitais
Analogias florais
Virilidades minimais
Alegorias totais

Por onde andas que te ouço mas não te vejo chegar?


(...)


Posto isto, Que mais dizer?

Conta-me algo que não saiba
Canta-me algo que desconheça
Tira-me de tudo onde não caiba
Salva-me de uma vida que me adormeça

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Relampo (Uma Lenga-lenga)

Dá-me solenidade
Mitiguemos a saudade
Relapsos no “seja como for”
De Sol nascer a Sol-pôr

Avisos á Navegação
Quer se queira quer não
O que vem é para chegar
Já não há volta a dar




A chover

A chover
A trovejar
E as bruxas
A dançar

A chover
A fazer sol
E as bruxas
A comer pão mole