Há medida que os sussurros se expiram dando lugar a vozes cada vez mais altas, imaginem como será o eco do grande grito da Kaliyga. Iminente quando menos se esperar.
sábado, 29 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Nāda
Mystic sound (of the Eternal); the primal sound or First vibration from which all creation has emanated; the first manifestation of the unmanifested Absolute; Omkara or Sabda Brahman; also the mystic inner sound or Anahata on which the Yogi concentrates.
taken from http://www.swami-krishnananda.org/glossary/glossary_mn.html
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Barcelona Mulher
Barcelona. Essa Mulher que subverte a sedução. Demasiado Perfeita ao ponto de deixar um homem atiçado pela sedutora dúvida que o faz indagar se realmente será merecedor e capaz de beber da sua libido. Fatalmente Ela impele a transpor a teia de cetim que se tece à entrada da derradeira ilusão, o potencialmente último e sinuoso mergulho no Lago denso da sua volúpia. Mas é isso que Ela promete, é isso que Ela dá, Tudo... Mas tudo tem um preço, o problema é Aceitar, porque depois disso, o mundo muda, e não mais dará para voltar atrás. É como dizer que, uma vez atravessada a linha…
Talvez gengibre, talvez açafrão, talvez canela… Picante, agridoce na medida certa, o mal é esse, excessivamente certa. Não há como explicar… E é isso que esquenta empolando ainda mais o desejo de experimentar. Mas fica o aviso, porque de curiosidade morreu o “gato”…
Os lábios crepitam fagulhas hipnóticas. Talhados para fazer esconder o dialecto dos olhos e o perigo que dentro deles se encerra encriptado. Tão bem codificado que nem Ela sabe da sua Essência…
Seios delineados para magnetizar, sequiosos de Beijos, oscilam exuberantemente aliciando à concretização desse pedido. Serás capaz de resistir? Abundantes, delineados para culminarem num halo solar do qual irrompe uma erupção carnuda e que quando Beijada engata um Encanto. E depois de engatado, estarás inoculado, nada mais há a fazer, senão estar à mercê, esperar até ao fim do efeito do veneno, e isso pode demorar... É assim que Ela é, não sabe ir contra a sua Natureza, porque de momento ainda não conhece Outra.
Curvas que desconstroem qualquer Realidade aceite. O Umbigo, um Buraco Negro que suga e oscila gerando uma ondulação que é mais uma corrente encaminhando até ao fim do ventre tórrido e sedento de uma água que não permanece teimando em evaporar fumegante…
Avassaladora. Só precisa de Si para se extasiar fluente. Tu nunca serás mais do que um pretexto para o deflagrar da sua exuberância aquosa.
A questão é que Ela é abissal, tão mais do que possas imaginar. Não terás como compreendê-La, e em Verdade te digo, se o tentares serás fulminado. Poderás apenas provar da carne Dela. Porque a Alma, essa é serpentina sibilina, envolve-te e entra-te pelos poros adentro tomando conta de ti. Sim, há quem goste de Estados Alterados de Consciência… Mas é um risco. Sim, quem se arriscou e sobreviveu para contar, garante que valeu… Mas…
Diz o Ensinamento Tântrico que a cura passa por tomar uma dose do veneno, porque esse é o caminho da imunização, Tudo é Energia. Mas para isso há que sobreviver. E para ser fiel aos registos, poucos o conseguiram, quase todos “ficaram”…
Porque para se chegar à Sagrada Família, tem que se transcender o apetecível veneno provado.
Só pode quem aguenta. Só sobrevive quem consegue. Valerá a pena arriscar? Valerá a pena só pelo prazer de contar? Valera a pena só pela luxúria de fechar os olhos e relembrar?
Assim Se Ama Barcelona…
Talvez gengibre, talvez açafrão, talvez canela… Picante, agridoce na medida certa, o mal é esse, excessivamente certa. Não há como explicar… E é isso que esquenta empolando ainda mais o desejo de experimentar. Mas fica o aviso, porque de curiosidade morreu o “gato”…
Os lábios crepitam fagulhas hipnóticas. Talhados para fazer esconder o dialecto dos olhos e o perigo que dentro deles se encerra encriptado. Tão bem codificado que nem Ela sabe da sua Essência…
Seios delineados para magnetizar, sequiosos de Beijos, oscilam exuberantemente aliciando à concretização desse pedido. Serás capaz de resistir? Abundantes, delineados para culminarem num halo solar do qual irrompe uma erupção carnuda e que quando Beijada engata um Encanto. E depois de engatado, estarás inoculado, nada mais há a fazer, senão estar à mercê, esperar até ao fim do efeito do veneno, e isso pode demorar... É assim que Ela é, não sabe ir contra a sua Natureza, porque de momento ainda não conhece Outra.
Curvas que desconstroem qualquer Realidade aceite. O Umbigo, um Buraco Negro que suga e oscila gerando uma ondulação que é mais uma corrente encaminhando até ao fim do ventre tórrido e sedento de uma água que não permanece teimando em evaporar fumegante…
Avassaladora. Só precisa de Si para se extasiar fluente. Tu nunca serás mais do que um pretexto para o deflagrar da sua exuberância aquosa.
A questão é que Ela é abissal, tão mais do que possas imaginar. Não terás como compreendê-La, e em Verdade te digo, se o tentares serás fulminado. Poderás apenas provar da carne Dela. Porque a Alma, essa é serpentina sibilina, envolve-te e entra-te pelos poros adentro tomando conta de ti. Sim, há quem goste de Estados Alterados de Consciência… Mas é um risco. Sim, quem se arriscou e sobreviveu para contar, garante que valeu… Mas…
Diz o Ensinamento Tântrico que a cura passa por tomar uma dose do veneno, porque esse é o caminho da imunização, Tudo é Energia. Mas para isso há que sobreviver. E para ser fiel aos registos, poucos o conseguiram, quase todos “ficaram”…
Porque para se chegar à Sagrada Família, tem que se transcender o apetecível veneno provado.
Só pode quem aguenta. Só sobrevive quem consegue. Valerá a pena arriscar? Valerá a pena só pelo prazer de contar? Valera a pena só pela luxúria de fechar os olhos e relembrar?
Assim Se Ama Barcelona…
sábado, 18 de dezembro de 2010
Do Pessoa
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia…
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
É o tempo da travessia…
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Memento Sensual (Água de Rosas)
A recordação permanece.
Desnudávamos a roupa que dissimuladamente nos trajava do pudor que não queríamos para nós de modo algum. E em pleno impudor nos enlaçávamos num Abraço ora crescente, ora minguante, peito a peito. Meu calor ao teu e o teu ao meu, contíguos e alagados… Só isso…
Banhavas-me em Água de Rosas, para lavar meu Coração, dizias tu. E envolvias de carícias zelosas meu corpo fumegante à medida que seguias deslizando e deitando tua encarnada sedução sobre essa minha rendição. Saber Ser Mulher… É isso…
Teus dedos crepitavam esses símbolos de amor, encantos que só tu sabias lançar, e que ficavam desenhados vivos na minha pele, tela da tua arte, a Arte de Amar. E quando a tua obra te envolvia, deixavas-te engolir… Por isso…
Sedosos, teus lábios ora se mordendo em mistura a um sorriso de prazer, ora expirando maviosos gemidos cantados sobre a transpiração desse tema, eclipsávamos quando deixava de saber em que parte de mim começavam ou acabavam teus seios desaguados… Isso…
A recordação permanece.
E porque sou um Estudioso de Nós na descoberta destas Danças de Fusão que perpetramos, aqui fica mais um capítulo, adornado, do nosso Memento Sensual.
Desnudávamos a roupa que dissimuladamente nos trajava do pudor que não queríamos para nós de modo algum. E em pleno impudor nos enlaçávamos num Abraço ora crescente, ora minguante, peito a peito. Meu calor ao teu e o teu ao meu, contíguos e alagados… Só isso…
Banhavas-me em Água de Rosas, para lavar meu Coração, dizias tu. E envolvias de carícias zelosas meu corpo fumegante à medida que seguias deslizando e deitando tua encarnada sedução sobre essa minha rendição. Saber Ser Mulher… É isso…
Teus dedos crepitavam esses símbolos de amor, encantos que só tu sabias lançar, e que ficavam desenhados vivos na minha pele, tela da tua arte, a Arte de Amar. E quando a tua obra te envolvia, deixavas-te engolir… Por isso…
Sedosos, teus lábios ora se mordendo em mistura a um sorriso de prazer, ora expirando maviosos gemidos cantados sobre a transpiração desse tema, eclipsávamos quando deixava de saber em que parte de mim começavam ou acabavam teus seios desaguados… Isso…
A recordação permanece.
E porque sou um Estudioso de Nós na descoberta destas Danças de Fusão que perpetramos, aqui fica mais um capítulo, adornado, do nosso Memento Sensual.
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Memento (latim memento, lembra-te) s. m. 1 Oração eclesiástica que principia por aquela palavra. 2 Livro de lembranças, agenda onde se anota o que se quer recordar. 3 Obra em que estão resumidas as partes essenciais dum assunto, duma ciência.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ela (Garota Suave)
Deslizo sobre ti, Melodia. Sempre que embarcamos nessa ‘Metamorfose Ambulante’ em que nos tornamos. Tamanha Alegria. Beijo a beijo, contorno tua cintura inteira. E tu só tens que fechar os olhos e curtir a delícia…
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Tu (Menina Solar)
Tu? Queres que te explique como és?... Posso tentar…
É como se irradiasses. Cada poro do teu corpo transpira a tua Alma. Isso é verdadeiramente milagroso quando vivemos num mundo onde a maior parte das Almas vivem asfixiadas em corpos blindados.
Mas se tentasses sentir o Silêncio aquando da minha presença perante ti, aí sim, terias a resposta que procuras…
É como se irradiasses. Cada poro do teu corpo transpira a tua Alma. Isso é verdadeiramente milagroso quando vivemos num mundo onde a maior parte das Almas vivem asfixiadas em corpos blindados.
Mas se tentasses sentir o Silêncio aquando da minha presença perante ti, aí sim, terias a resposta que procuras…
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