domingo, 23 de janeiro de 2011

Nāda

Mystic sound (of the Eternal); the primal sound or First vibration from which all creation has emanated; the first manifestation of the unmanifested Absolute; Omkara or Sabda Brahman; also the mystic inner sound or Anahata on which the Yogi concentrates.

taken from http://www.swami-krishnananda.org/glossary/glossary_mn.html

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Barcelona Mulher

Barcelona. Essa Mulher que subverte a sedução. Demasiado Perfeita ao ponto de deixar um homem atiçado pela sedutora dúvida que o faz indagar se realmente será merecedor e capaz de beber da sua libido. Fatalmente Ela impele a transpor a teia de cetim que se tece à entrada da derradeira ilusão, o potencialmente último e sinuoso mergulho no Lago denso da sua volúpia. Mas é isso que Ela promete, é isso que Ela dá, Tudo... Mas tudo tem um preço, o problema é Aceitar, porque depois disso, o mundo muda, e não mais dará para voltar atrás. É como dizer que, uma vez atravessada a linha…

Talvez gengibre, talvez açafrão, talvez canela… Picante, agridoce na medida certa, o mal é esse, excessivamente certa. Não há como explicar… E é isso que esquenta empolando ainda mais o desejo de experimentar. Mas fica o aviso, porque de curiosidade morreu o “gato”…

Os lábios crepitam fagulhas hipnóticas. Talhados para fazer esconder o dialecto dos olhos e o perigo que dentro deles se encerra encriptado. Tão bem codificado que nem Ela sabe da sua Essência…

Seios delineados para magnetizar, sequiosos de Beijos, oscilam exuberantemente aliciando à concretização desse pedido. Serás capaz de resistir? Abundantes, delineados para culminarem num halo solar do qual irrompe uma erupção carnuda e que quando Beijada engata um Encanto. E depois de engatado, estarás inoculado, nada mais há a fazer, senão estar à mercê, esperar até ao fim do efeito do veneno, e isso pode demorar... É assim que Ela é, não sabe ir contra a sua Natureza, porque de momento ainda não conhece Outra.

Curvas que desconstroem qualquer Realidade aceite. O Umbigo, um Buraco Negro que suga e oscila gerando uma ondulação que é mais uma corrente encaminhando até ao fim do ventre tórrido e sedento de uma água que não permanece teimando em evaporar fumegante…

Avassaladora. Só precisa de Si para se extasiar fluente. Tu nunca serás mais do que um pretexto para o deflagrar da sua exuberância aquosa.

A questão é que Ela é abissal, tão mais do que possas imaginar. Não terás como compreendê-La, e em Verdade te digo, se o tentares serás fulminado. Poderás apenas provar da carne Dela. Porque a Alma, essa é serpentina sibilina, envolve-te e entra-te pelos poros adentro tomando conta de ti. Sim, há quem goste de Estados Alterados de Consciência… Mas é um risco. Sim, quem se arriscou e sobreviveu para contar, garante que valeu… Mas…

Diz o Ensinamento Tântrico que a cura passa por tomar uma dose do veneno, porque esse é o caminho da imunização, Tudo é Energia. Mas para isso há que sobreviver. E para ser fiel aos registos, poucos o conseguiram, quase todos “ficaram”…

Porque para se chegar à Sagrada Família, tem que se transcender o apetecível veneno provado.

Só pode quem aguenta. Só sobrevive quem consegue. Valerá a pena arriscar? Valerá a pena só pelo prazer de contar? Valera a pena só pela luxúria de fechar os olhos e relembrar?

Assim Se Ama Barcelona

sábado, 18 de dezembro de 2010

Do Pessoa

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia…
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa

terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memento Sensual (Água de Rosas)

A recordação permanece.

Desnudávamos a roupa que dissimuladamente nos trajava do pudor que não queríamos para nós de modo algum. E em pleno impudor nos enlaçávamos num Abraço ora crescente, ora minguante, peito a peito. Meu calor ao teu e o teu ao meu, contíguos e alagados… Só isso…

Banhavas-me em Água de Rosas, para lavar meu Coração, dizias tu. E envolvias de carícias zelosas meu corpo fumegante à medida que seguias deslizando e deitando tua encarnada sedução sobre essa minha rendição. Saber Ser Mulher… É isso…

Teus dedos crepitavam esses símbolos de amor, encantos que só tu sabias lançar, e que ficavam desenhados vivos na minha pele, tela da tua arte, a Arte de Amar. E quando a tua obra te envolvia, deixavas-te engolir… Por isso…

Sedosos, teus lábios ora se mordendo em mistura a um sorriso de prazer, ora expirando maviosos gemidos cantados sobre a transpiração desse tema, eclipsávamos quando deixava de saber em que parte de mim começavam ou acabavam teus seios desaguados… Isso…

A recordação permanece.


E porque sou um Estudioso de Nós na descoberta destas Danças de Fusão que perpetramos, aqui fica mais um capítulo, adornado, do nosso Memento Sensual.

(...)



(...)

Memento (latim memento, lembra-te) s. m. 1 Oração eclesiástica que principia por aquela palavra. 2 Livro de lembranças, agenda onde se anota o que se quer recordar. 3 Obra em que estão resumidas as partes essenciais dum assunto, duma ciência.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ela (Garota Suave)

Deslizo sobre ti, Melodia. Sempre que embarcamos nessa ‘Metamorfose Ambulante’ em que nos tornamos. Tamanha Alegria. Beijo a beijo, contorno tua cintura inteira. E tu só tens que fechar os olhos e curtir a delícia…

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tu (Menina Solar)

Tu? Queres que te explique como és?... Posso tentar…

É como se irradiasses. Cada poro do teu corpo transpira a tua Alma. Isso é verdadeiramente milagroso quando vivemos num mundo onde a maior parte das Almas vivem asfixiadas em corpos blindados.

Mas se tentasses sentir o Silêncio aquando da minha presença perante ti, aí sim, terias a resposta que procuras…

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Subindo a Cidade das Sete Colinas (‘It’s The Journey, Not The Destination’)

A Cidade das Sete Colinas. Ruas íngremes, velhas de tantos séculos de estórias e História acumuladas. Subiam os dois a dura calçada em direcção ao anunciado miradouro. Depois haviam de entrar em mais uma das inúmeras ‘Casas de Deus’ que haviam integrado no seu roteiro da ‘Fé’. Ela arfava, dava passos pesados em profundo esforço, como se as pernas lhe pesassem toneladas. A situação desconcertou-o.
- Porque é que estás a andar tão rápido? Protestou em favor dela.
- Porque estou cansada e assim chego lá mais rápido.
- Mas assim vais ficar ainda mais estafada. Franziu todo o seu rosto perante aquilo que não sabia ser falta de discernimento ou pura estupidez. Ainda não repaste que já mal consegues respirar e andar ao mesmo tempo?
- Sim, mas se me despachar chego lá acima mais rápido para depois descansar.
- E já te ocorreu que por esse andar vais chegar lá acima tão cansada que provavelmente nem vais conseguir desfrutar decentemente o que vais encontrar? Já para não falar do que não estás a ver à tua volta?
Quais ouvidos de mercador, ela nem olhou, manteve-se rígida e linear no seu caminho, em manifesta dificuldade. Ele encolheu os ombros e remeteu-se ao silêncio. Paciência. Cada qual aprende como quer e quando quer. O tempo dela há-de chegar. Chegará assim que ela quiser.
Meu dito, meu feito. Ao chegarem ao destino ela despojou-se num banco onde ficou recobrando lentamente, como se o oxigénio todo do mundo não lhe chegasse. Ele foi à sua vida, circulando pelo pátio, gozando a vista sobre a cidade, observando as pessoas e seus movimentos ao redor. Saber andar é saber estar…


Quase toda a gente determina um ponto de destino e esquece o Caminho em si, quando esse é a única coisa que importa. Quase todos os percursos de vida, até a própria experiência da Intimidade, são engavetados nesta perspectiva de correr para obter. Criam-se expectativas em torno de pontos a atingir que não passam de ilusões, fazendo com que a pessoa deixe de viver o momento presente, esteja sempre errando algures entre o passado e um futuro que na verdade não existem, e inevitavelmente desemboque no vazio da decepção a cada vez que atinge uma dessas metas fictícias. Grande parte da ansiedade e tristeza vêm precisamente dessa percepção da vida, dessa incapacidade em ter entendimento e coragem para viver o único momento que existe, o Presente. Olhando as palavras de Dan Millman, The journey is what brings us happiness not the destination.