terça-feira, 16 de março de 2010

O Andarilho (Sobre os mestres)

Em busca de um mestre, dos ensinamentos da verdade

Viajou por todos os países, místicos e não-místicos, do mundo

Estudou todas as escrituras, sagradas e não-sagradas, do mundo

Até ao dia em que morreu tal como viveu, estúpido

Porquê?

Porque em tantas viagens e estudos não conseguiu perceber que o Mestre era Ele próprio, que a Verdade estava dentro de Si.



O mestre real cria mestres, não seguidores. O mestre real atira-o de volta para si mesmo. Todo o seu esforço tem por fim fazer de si alguém independente dele, porque você tem sido dependente durante séculos e isso não o leva a lado algum. Você ainda continua a tropeçar na noite escura da alma.
Só a sua luz interior se pode tornar uma alvorada. O falso mestre persuade-o a segui-lo, a imitá-lo, a ser apenas uma cópia a papel químico dele mesmo. O mestre real não vai permitir que você seja uma cópia a papel químico, ele quer que você seja o original. Ele ama-o! Como é que ele o pode tornar um imitador? Ele tem compaixão por si, ele quer que você seja absolutamente livre – livre de todas as dependências exteriores.

Osho, in Inteligência A Resposta Criativa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cores Quentes (Fundição)

O cenário: Algures num quarto nosso, à Luz bruxuleante das velas aromáticas, depois de…

No doce calor destes carinhos que te dedico

Os sopros de ternura que deixo à solta percorrendo o por entre de teus cabelos

É neste meu (teu) abraço que agora repousas

E tu, depois de tão sinuosa na noite em que te puseste sempre e sempre sobre mim, segues fingindo um sono

Mas na verdade é puro consolo, ainda vibrando de dentro, por dentro, deliciada com tão vivo afago

E quando era suposto já tudo ter passado

Eis que provamos ser possível o inimaginado

E permanecemos, vamos permanecendo neste pulsante embalo

Respirando, rodeados de cores quentes, fazendo um do outro, nesta dança fundição

Serenos são os Sonhos, depois de…

domingo, 14 de março de 2010

Encontros e desencontros? (Sincronicidades)

O Universo é demasiado pequeno para duas Almas se elas tiverem mesmo que se encontrar.
Então, ter dúvidas para quê se o que tiver que ser será?

(Entrega-Te e deixa-Te ir...)
(Resta Sorrir, porque tudo é um Sorriso)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Escrever (Amando)

Sabes que não é preciso escrever bem para cativar?

Para isso é preciso Amar.

(Sorrio, para ti)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Festim (Delicía-Te Jardim)

A volta do Jardineiro Mágico

Semeando, cuidando e apreciando Flores no descampado ajardinado do teu Corpo,

Tem a ver com essa colecção de brilhos que escondes no entretecido colorido dos teus cabelos, mas que não consegues esconder de mim,

E enquanto escrevi sobre Ti, e enquanto estive em Ti, a chuva fez-se sem que deixasse de haver Sol, E do Ventre desse Acontecimento, jorrou um Arco Íris com as cores e nos tons de teus Ais.

Amor (O Inenarrável Pulsar)

Quantas vezes na tua vida disseste "Eu Amo-Te", ouviste dizer-te "Eu Amo-Te", e sentiste uma onda de calor inexprimível brotar do teu peito e propagar-se inimaginavelmente por todo o teu corpo deixando-o sintonizado num inenarrável Pulsar?

Se a resposta é "sim", boa!, podes ir sem ter que voltar.

Se a resposta é "não", enfim!, só tens que continuar até que o consigas para que então não tenhas que regressar.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Brisa Sussurrante (Talvez Palavras)

"Quando dás amor, sem medo, podes perdoar. Podes perdoar os outros e podes perdoar a ti."

Palavras?... Foi só o que uma brisa trouxe.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Estás onde estiver a tua mente (De mãos dadas)

- Às vezes não sei bem onde estou. Queixou-se tão deliciosamente feminina.
- Tu estás onde estiver a tua mente. Respondeu lacónico.
Ela ficou calada, esfregava as mãos, uma na outra, na tentativa de resistir ao frio da respiração arbórea que gerava a atmosfera daquele recanto de bosque com vista para o horizonte e que tinham escolhido para caminhar e conversar. Ele reforçou o aconchego do cachecol ao redor de seu pescoço, cobrindo parcialmente seu queixo.
- Para dizer a verdade às vezes não gosto lá muito quando pareces um profeta ou um daqueles mestres, sei lá…
Os passos sincronizados dos dois sobre a terra húmida que assim emanava o seu cheiro, era o que se ouvia, como se fossem só eles e a cadência de seu andar sob o albergue contínuo das copas das árvores.
- A tua mente funciona como um órgão reflexo, reage ininterruptamente, está em constante movimento, sempre que ela se expande numa direcção deves tomar consciência e voltar a ti, porque tu não és a tua mente. A chave é essa, não te identifiques com a tua mente porque tu não és ela. Enquanto não inverteres isso serás instrumentalizada por ela, quando por natureza é ela o instrumento.
Com as suas palavras haviam saído nuvens de vapor de água de sua boca, reflexos de um dia de Inverno, anunciando o calor que brotava de seu Íntimo, prova de que falara desde sua Alma. Aos olhos dela nem por isso, mas à luz de seu Coração de mulher, quase jurava que tais nuvens haviam tomado as formas das palavras que materializaram.
- Onde estou eu agora, meu bem? A pergunta saíra-lhe já imbuída de compreensão, fruto do entendimento, quase como que um suspiro, pedindo somente um pouco mais de esclarecimento.
- Se a tua mente estiver numa pessoa, é com ela que estás e não contigo. Se a tua mente estiver numa situação, é aí que estás e não no teu aqui. Se a tua mente estiver no passado, é nesse tempo já extinto que estarás a viver e não no agora. Se a tua mente estiver no futuro é nessa projecção que existirás e não no teu imediato.
- Então e… onde é que devo estar? Postou já ciente da resposta, mas apenas por querer ouvi-la pela voz daquele homem.
- Em ti, no teu corpo. No presente, no agora, neste preciso instante.
Com Força de Espírito, ela deu-lhe a sua mão, procurando entrelaçar os seus dedos com os dele. Assim foi. De mãos dadas por dedos entrelaçados, prosseguiram sua lenta e meditativa marcha pela floresta.

sábado, 6 de fevereiro de 2010