sábado, 21 de março de 2009

Chá de Primavera

Na Primavera bebo… Chá de Amor!

Bem vinda! E fica sempre!

“Capacidade de Encaixe”

Face a mais eventos potencialmente não aleatórios (talvez sim, talvez não), resta-me o supra-sumo em uma frase de um bom amigo… “Tens que ter capacidade de encaixe”.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Entre passos (Vento Quente)

Passos tranquilos. Paro. O Sol no meu rosto. Sorrio. De olhos fechados inspiro este Verão em pleno Inverno. Perfeito seria se não houvesse vento? Não. Porque por vezes o vento é preciso para levar o que já não presta (ou que jamais prestou). É por isso que não resisto, é por isso que interiormente me deixo ir. Ele que leve tudo o que é para ser levado, e me deixe mais leve. Suspiro. Bem. Prossigo então meus passos, calmamente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Este foi o meu "bom dia"...

No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.

Goethe


Senti-me tentado a sublinhar "coragem", mas fi-lo dentro de mim.

Obrigado.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Estou Aqui (Coração em Flor)

O Sol a nascer
Nasço com ele
Todos os dias, depois de me adormecer, carinhosamente

Faço da Vida o que Dela quiser.
E o que quero ser?
Um Eterno Alvorecer sobre as Almas que querem Florescer

(Sorrio com aquele Brilho no Olhar)

"O Menino do Dedo Verde" (mais um pedacinho…)

- Então, Tistu – perguntou ele – que foi que você aprendeu? Que sabe de medicina?
- Aprendi – respondeu Tistu – que a medicina não pode quase nada contra um coração muito triste. Aprendi que para a gente sarar é preciso ter vontade de viver. Doutor, será que não existem pílulas de esperança?
O Dr. Milmales ficou espantado com tanta sabedoria num garoto tão pequeno.
- Você aprendeu sozinho a primeira coisa que um médico deve saber.
- E qual é a segunda, Doutor?
- É que para cuidar direito dos homens é preciso amá-los bastante.
Mas o Dr. Milmales ficou ainda mais espantado no dia seguinte, quando entrou no quarto da menina.
Ela sorria: tinha despertado em pleno campo.
Narcisos brotavam em torno à mesa de cabeceira, os cobertores eram um edredom de pervincas, a grama crescia no tapete. E finalmente a flor, a flor em que Tistu se desvelara, uma esplêndida rosa, que não parava de transformar, de abrir uma folha ou um botão, e que subia pela cabeceira da cama, ao longo do travesseiro. A menina já não olhava o teto; ela contemplava a flor.
De noite suas pernas começaram a mover-se. A vida era boa.


In O Menino do Dedo Verde, Maurice Druon

domingo, 8 de março de 2009

"O Menino do Dedo Verde"

Se só viemos ao mundo para ser um dia gente grande, logo as idéias pré-fabricadas se alojam facilmente em nossa cabeça, à medida que ela aumenta. Essas idéias, pré-fabricadas há muito tempo, estão todas nos livros. Por isso, se a gente se aplica à leitura ou escuta com atenção os que leram muito, consegue ser bem depressa pessoa importante, igual a todas as outras.
É bom notar que há idéias pré-fabricadas a respeito de qualquer coisa, o que é bastante prático, permitindo-nos passar facilmente de uma para outra.
Mas, quando a gente veio à terra com determinada missão, quando fomos encarregados de executar certa tarefa, as coisas já não são tão fáceis. As idéias pré-fabricadas, que os outros manejam tão bem, recusam-se a ficar em nossa cabeça: entram por um ouvido e saem pelo outro, e vão quebrar-se no chão.
Causamos assim muitas surpresas. Primeiro, aos nossos pais. Depois, a todas as pessoas grandes, tão apegadas às suas benditas idéias.

In O Menino do Dedo Verde, Maurice Druon

sábado, 7 de março de 2009

Penas de Anjo

Compondo as asas
Paciente
Trabalho de artesão
Sou como um tecelão
Só que trabalho com as penas, Penas de Anjo

terça-feira, 3 de março de 2009

(Re)Alinhamento

Há pouco mais de um mês escrevi o seguinte a uma garota que até usava brincos em forma de Anjos:

(…) E sim, tenho andado inspirado. Deixas-te consumir ao longo dos anos e o pior que pode acontecer é acumulares tanta coisa negativa que a tua Alma deixa de poder morar no teu corpo. Depois quando deitas fora o que realmente não faz sentido guardar, ela vai voltando, numa experiência de progressivo realinhamento. Passas a escrever com Amor. É o que tenho feito. (…)

Hoje prossigo na senda das palavras, que são só minhas, desta minha preciosa Solidão que está à beira de ser partilhada com quem a souber Amar, com quem se souber deixar Amar, com quem tenha consciência da sua própria Solidão a partilhar.

Secular, aproximo-me cada vez mais da juventude, quando sinto que já não estou à beira de, mas que estou mesmo de facto.

Há algum tempo atrás, desdobrei-me em vários. Para fazer face à dor. E dei nome a cada um, a cada uma. E morámos separados, cada um para seu lado. E apontávamos o dedo uns aos outros, só porque não conseguíamos tolerar o facto de sermos a dor uns dos outros.

Fui atirado à água, com pesos amarrados às pernas. E disseram-me o seguinte: Agora vem á tona, ou morres. Agora é o momento, escolhe aquilo que realmente queres.

Quase me afoguei. Mas consegui vir à superfície. Mesmo com a crença de que já não tinha força, lutei por isso. E consegui.

Percebi que tínhamos que nos reunir, que nos aceitar, porque éramos todos Um, mas simplesmente não nos conseguíamos aceitar, tolerar. Como se a dor fosse tão aguda que tivéssemos que nos acusar de sermos a causa dos males uns dos outros.

Percebi que éramos Um só, e foi isso que se celebrou. Do Perdão mútuo, abraçámo-nos e voltámos a ser Um só. Em Amor, Amando.

Àqueles que foram os meus Eus mais queridos, dores de estimação, Brindo-vos com todo este Amor.
Hoje, são cada uma das belas Pétalas que trazem ainda mais beleza à minha Alma Corola.





Love (love) is a verb
Love is a doing word
Feathers on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Feathers on my breath

Teardrop on the fire
Feathers on my breath

In the night of matter
Black flowers blossom
Feathers on my breath
Black flowers blossom
Feathers on my breath

Teardrop on the fire
Feathers on my breath

Water is my eye
Most faithful my love
Feathers on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Feathers on my breath
Most faithful my love
Feathers on my breath

Teardrop on the fire
Feathers on my breath